Na noite de terça-feira do dia 10 de novembro de 2009, um apagão deixou 18 estados brasileiros e parte do Paraguai no escuro, prejudicando milhões de pessoas em várias regiões. As principais regiões atingidas foram o Sudeste e o Centro-Oeste, sendo São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Mato Grosso afetados quase por inteiro.
De acordo com o governo, o que derrubou três linhas de transmissão da usina de Itaipu foi uma combinação de chuvas, ventos e raios, mas há quem discorde. O especialista Carlos Manuel Portela, professor de Engenharia Elétrica da UFRJ, explica que o sistema suporta a paralisação de até duas linhas sem comprometer a distribuição de energia, sendo muito improvável a queda de três linhas de transmissão ao mesmo tempo por estarem distantes umas das outras.
As principais conseqüências do apagão para a região Sudeste foram relacionadas ao transporte coletivo, principalmente às linhas do metrô e estações de trem, que ficaram sem funcionar. O abastecimento de água foi comprometido, o trânsito ficou confuso, e muita gente ficou presa nos elevadores. O atendimento hospitalar também foi prejudicado.
Economicamente, o país sofreu perdas substanciais. A montadora Volkswagen, por exemplo, deixou de produzir 1,5 mil carros e 800 motores enquanto todas as suas quatro fábricas ficaram sem luz. A fabricante de condutores elétricos Wirex Cable contabilizou um prejuízo de R$ 150 mil a R$ 200 mil, o que representa cerca de 1% do faturamento mensal da empresa.
Ainda há divergências quanto às reais causas do apagão, pelo fato de que a estrutura das torres de transmissão estavam em situação frágil. Portanto, há ainda de se esperar mais conclusões e esclarecimentos sobre o assunto.
Autores: Fernanda Meneses de Oliveira, José Alfredo Tetzner e Mateus Rocha Silva Pimenta, consultores juniores e acadêmicos em Administração (UFLA).