Muitas pessoas têm o sonho de trocar a carteira de trabalho, livrar-se da condição de empregado e tornarem-se chefes criando seu próprio negócio. Hoje, o Brasil possui mais 5,5 milhões de micro e pequenas empresas, e um cenário muito favorável, onde são muitas as linhas de créditos nas agências bancárias e incentivos para quem quer tirar seus projetos do papel.
Diferente do que muitas pessoas pensam, para empreender não é necessária somente uma idéia inovadora. Um dos pontos fundamentais para que um negócio dê certo, e que muitas vezes é deixado de lado, é o planejamento. Um bom exemplo é o próprio Brasil, que apesar de ser o 13° país mais empreendedor do mundo (segundo o Global Entrepreneurship Monitor- GEM) possui alta mortalidade de novos negócios, sendo que 63% deles fecham antes dos cincos primeiros anos de vida.
Esse planejamento é chamado nas escolas de negócios de business plan (plano de negócios), que é um documento usado para descrever a empresa: sua forma de operar, seus produtos e serviços, as estratégias, o plano para conquistar uma fatia do mercado e as projeções de despesas, receitas e resultados financeiros. O plano de negócios analisa a viabilidade da criação da empresa, evitando que o empresário invista tempo e dinheiro em um empreendimento que não tem chances de dar certo, além de auxiliar na conquista de empréstimos e financiamentos.
Com um bom business plan, é possível, por exemplo, identificar dificuldades, como altos tributos e créditos escassos, definir objetivos e metas que orientarão nas tomadas de decisão e proporcionam, principalmente, o autoconhecimento, identificando os pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades, além do conhecimento de mercado, dos desejos do publico alvo e de como atingi-lo.
Neste contexto, uma boa oportunidade para quem não possui muita habilidade na área, ou está inseguro quanto à criação de um novo negócio, mas deseja aprender, são as fundações, as consultorias profissionais e juniores, e também incubadoras de universidades que apóiam e estão capacitadas a fornecerem esse tipo ajuda, pois como disse a diretora da consultoria de RH Personnel Support, Jacilda Pedroni: “Somente o impulso criativo não é o bastante para o sucesso de um negócio”.
Autores: Lívia Mara S. Torres e Marcos Roberto Oliveira, consultores e acadêmicos em administração (UFLA).